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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Martim Vicente - Eram Os Teus Olhos ft. Carolina Deslandes


Letra

Neste mar imenso,
Debaixo de água com os olhos turvos,
Todos parecem iguais
Está demasiado ameno o clima
E tudo o que é normal demais cansa

Cansa viver onde todos querem ser iguais
E o riso torna-se "inespontâneo"
E o grito está cada vez mais preso

Mas olhei para o lado e os teus olhos
Ah, eram os teus olhos
Então já não era preciso gritar nem ser amado
O meu riso voltou aquele lugar inesperado
E tu foste no tempo e no espaço
A paixão que me acordou e acordou o mar

O tempo já bate ao segundo
De quem vive ansioso por amar
Às escuras não sei quem és
Era impossível recordar a tua voz debaixo daquele mar

Passas na minha mente fragmentada
Pelos ideais que nos rodeavam
Não consegui encontrar naquele momento o caminho
Era tudo demasiado água

Mas olhei para o lado e os teus olhos
Ah, eram os teus olhos
Então já não era preciso gritar nem ser amado
O meu riso voltou aquele lugar inesperado
E tu foste no tempo e no espaço
A paixão que me acordou e acordou o mar

Não te vejo, não te encontro
Preciso desenhar-te sem faltar qualquer traço
Não me adormeças, não me prendas
Quero ficar aqui fora do mar
Mas olhei para o lado e os teus olhos
Ah, eram os teus olhos
Então já não era preciso gritar nem ser amado

Quero fica aqui
E ser feliz


Letra e Música: Martim Vicente
Produção: Diogo Clemente e Nelson Canoa
Piano: Nelson Canoa
Voz: Martim Vicente

Martim Vicente - Caminho


Letra

No quarto
Viajo pelas peles onde já estive e quero estar.
Sonhando


Um dia ser feliz na pele de um diabo que virará anjo.

Sem espaço
Para fazer gincanas com turnos humanos.
Gritando
Por entre lembranças e trocas de sufoco.

Em paredes
Escrevo os seus jogos com juras de amor.
Serpentes
No que se transforma ou se fala em amor.

Mas Deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem.
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.
Porque a viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho
P'ra ser feliz.

No quarto
Despem-me os sentidos só com o seu calor.
Sem espaço
Escondem-se em trovas e gotas de suor.

Sem sentidos
Abraço uma pele como a uma mulher suplicando
Que se abre comigo no seu papel.
Sem esforço
Arrebata-me a alma na chuva que dói.
Sorrindo
Para que não vejam o que é dor no amor.

Mas Deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem.
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.
Porque a viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho
P'ra ser feliz.

Mas Deus olha para mim,
Perguntando-me se estou bem.
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.
Oh Oh
Mas Deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem
Ah ah
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe.

Que eu nasci com os olhos virados para os astros
E preciso de alguém que me dê abraços
P'ra cumprir o papel de ser afortunado
Nesta caixa redonda vivo por inteiro
O caminho escolhido pelo verdadeiro oh-oh-oh-oh.

Mas deus olha para mim
Perguntando-me se estou bem
Ah ah
Eu aceno-lhe que sim
Perguntando sempre à minha mãe
Porque a viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho.
Porque viagem é curta e se eu
tropeçar alguém vai-me alcançar no caminho
P'ra ser feliz.
P'ra ser feliz.

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