segunda-feira, 30 de abril de 2018

António Variações - Povo que lavas no rio


Letra

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Há-de haver quem te defenda
que compre o teu chão sagrado
mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste
àgua pura, fruto agreste
mas a tua vida não

aromas de urze e de lama
dormi com eles na cama
tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
deste-me alturas de incenso
mas a tua vida não

Dulce Pontes - Povo Que Lavas no Rio


Letra

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Há-de haver quem te defenda
que compre o teu chão sagrado
mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste
àgua pura, fruto agreste
mas a tua vida não

aromas de urze e de lama
dormi com eles na cama
tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
deste-me alturas de incenso
mas a tua vida não

Sérgio Godinho - Coro das velhas


Letra

Ia eu pelo conselho de caminha
quando vi sentada ao sol uma velhinha
curioso, uma conversa entabulei
como se diz nuns romances que eu cá sei

chamo-me adozinha, disse, e tenho já
os meus 84 anos, feitos há
mês e meio, se a memória não me falha
mas inda vou durar uns anos, deus me valha

com esta da austeridade, meu senhor
nem sequer dá para ir desta pra melhor
os funerais estão por um preço do outro mundo
dá para desistir de ser um moribundo

rabujenta, eu? não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que cá deixo
não é por mim que eu me queixo

ó felisbela, ó felismina
ó adelaide. ó amelinha
ó maria berta, ó zulmirinha
vamos cantar o coro das velhas?

cá se vai andando
c'o a cabeça entre as orelhas bis

não sei ler nem escrever mas não me ralo
alguns há que até a caneta lhes faz calo
é só assinar despachos e decretos
p'ra nos dar a ler a nós, analfabetos

e saúde, eu tenho p'ra dar e vender
não preciso de um ministro para ter
tudo o que ele anda a ver se me pode dar
pode ir ele p'ro hospital em meu lugar

e quanto a apertar o cinto, sinto muito
filosofem os que sabem lá do assunto
mas com esta cinturinha tão delgada
inda posso ser de muitos namorada

rabujenta, eu? não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que cá deixo
não é por mim que eu me queixo

e se a morte mafarrica, mesmo assim
ma apartar das outras velhas, logo a mim
digo ao diabo, não te temo, ó camafeu
conheci piores infernos do que o teu

rabujenta, eu? não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que cá deixo
não é por mim que eu me queixo

Açoreana Tour António Zambujo 2018 anuncia concertos extra


Açoreana Tour António Zambujo 2018 anuncia concertos extra e já soma 13 espectáculos

 A forte resposta do público açoreano do Faial, São JorgePico e Flores – com o Teatro Faialense, na cidade da Horta, a esgotar em apenas 2 horas; o Auditório Municipal das Velas, em São Jorge, em 4; e o Auditório da Madalena, no Pico, em 8 –, levou à marcação de concertos extra nestas ilhas, elevando para 13 o número de espectáculos da digressão que leva António Zambujo a percorrer todo o arquipélago dos Açoresentre 2 e 20 de Maio. A informação de agenda e bilheteira pode ser consultada abaixo.
António Zambujo, que já actuou em São Miguel, Terceira e Faial, está a uma semana de começar a construir memórias nas restantes ilhas. A digressão arranca em São Miguel, no Teatro Micaelense, dia 2 de Maio; segue-se Santa Maria, no Clube Asas do Atlântico, dia 4Faial, no Teatro Faialensedias 5 e 6Pico, no Auditório da Madalenadias 8 e 9São Jorge, no Auditório Municipal das Velas, com dois concertos no dia 11Terceira, no Centro Cultural e de Congressosdia 13Graciosa, no Centro Cultural de Santa Cruzdia 16Flores, no Auditório do Museu Municipal, com dois concertos no dia 18; e, por fim, no Corvodia 20, a ilha mais pequena do arquipélago, com apenas cerca de 400 habitantes, onde o espectáculo se realiza num local surpresa, a anunciar brevemente.
A digressão pelas nove ilhas do arquipélago dos Açores é um objectivo que António Zambujocomeçou por sonhar sozinho, contagiou muitos pelo caminho e em breve será de todos os que assistirem aos concertos. A solo, mas acompanhado pela sua guitarra e pelo seuvasto repertório que também visita alguns clássicos do cancioneiro açoreano, António Zambujo não será diferente daquilo que sempre é, um cantor e músico de excepção, com uma capacidade única de cativar o público.
António Zambujo é um nome incontornável da música portuguesa contemporânea, somando salas esgotadas, dentro e fora de Portugal, e vários prémios. O seu percurso musical tem sido trilhado entre o Fado e o Cante Alentejano, num estilo único. A pulsação da sua música deixa perceber ainda uma frequência marcada pelo ritmo da MPB, que tem sido progressivamente assumida ao longo dos sete discos que já editou e que está particularmente presente no último, "Até Pensei Que Fosse Minha", uma homenagem a Chico Buarque, que contou com a colaboração do próprio e colheu a primeira nomeação de António Zambujo para um Grammy Latino.
Açoreana Tour António Zambujo 2018
2 de Maio | São Miguel, Ponta Delgada, Teatro Micaelense – 21h30
Locais de venda: bilheteira do Teatro Micaelense e BOL
Preços: 1ª Plateia - 20€; 2ª Plateia - 20€; Balcão - 15€; Camarotes - 10,50€ a 15€
4 de Maio | Sta. Maria, Vila do Porto, Clube Asas do Atlântico - 22h00
Locais de venda: bilhetes à venda na sede do Clube Asas do Atlântico
Preços: Sócios do CAA - 10€ / Não Sócios do CAA - 12,50 €
5 de Maio | Faial, Horta, Teatro Faialense – 21h30 | DATA EXTRA
6 de Maio | Faial, Horta, Teatro Faialense – 21h30 | ESGOTADO
Locais de venda: bilheteira do Teatro Faialense
Preços: 20€
8 de Maio | Pico, Auditório da Madalena – 21h30 | DATA EXTRA
9 de Maio | Pico, Auditório da Madalena – 21h30 | ESGOTADO
Locais de venda: bilheteira do Auditório da Madalena
Preços: 15,00€
11 de Maio | S. Jorge, Velas, Auditório Municipal das Velas – 20h00 | ESGOTADO
11 de Maio | S. Jorge, Velas, Auditório Municipal das Velas – 23h00 | CONCERTO EXTRA
Locais de venda: bilhetes à venda na Biblioteca Municipal de Velas
Preços: 15€
13 de Maio | Terceira, Angra do Heroísmo, CCC Angra do Heroísmo – 21h30
Locais de venda: bilheteira do CCC e Ticketline
Preços: Bancada central - 20€; Diagonais - 18€; Laterais - 12€
16 de Maio | Graciosa, Centro Cultural – 21h30
Locais de venda: bilheteira do Centro Cultural da Ilha Graciosa, de segunda a sexta, das 13h30 às 17h00
Preços: 12,50€
18 de Maio | Flores, Auditório do Museu Municipal – 20h00
18 de Maio | Flores, Auditório do Museu Municipal – 23h00 | CONCERTO EXTRA
20 de Maio | Corvo, Local surpresa

Aurea - Thrill Seeker


Letra

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Vozes da Rádio - Novo Disco - Concerto de apresentação



As VOZES DA RÁDIO são uma das maiores referências da música Portuguesa. Este quinteto “acapella” lançou no dia 16 de Abril (dia mundial da voz) o seu 11º disco, “Canções do Homem Comum, Vol II”.

A música das VOZES DA RÁDIO, vive de um estranho equilibrio entre a genialidade de um Dr. Jekyll e de um divertido Mr. Hyde, como se o próprio ato da criação musical fosse alternando de liderança de música para música. Ora o belo e sofisticado rendilhado harmónico, ora aquela canção orelhuda que nos desarma e diverte com a sua simplicidade e sagaz sentido de humor. Esta dualidade coloca-nos numa montanha russa de emoções, onde ficarmos indiferentes é tabú.

Um grande exemplo desta forma única e divertida de ser, é o novissimo vídeo de apresentação do novo disco:

Canções do Homem Comum, Vol II”, é sem dúvida o mais arrojado disco da sua já longa carreira de 27 anos. O homem comum é sonhador, apaixonado, criativo, romântico, observador, interventivo, crítico, alegre, divertido, irrequieto, por vezes melancólico, outras triste e outras ainda vingativo.

O single de estreia, é o orelhudo “Vais Dançar”, que nos transporta para uma viagem aos anos 60, tendo até a particularidade de ter sido usado um “stylophone”, um pequeno sintetizador de mão que se toca com uma caneta.


TOUR 2018
17 Março – Teatro Messias – Mealhada
14 Abril – Caminha
24 Abril – Entroncamento
28 Abril – Péso da Régua
30 Abril  – Porto
12 Maio – Arcos de Valdevez
8 Junho – Póvoa de Varzim

BIOGRAFIA

As VOZES DA RÁDIO são um quinteto vocal formado em 1991 na cidade do Porto. Desde essa altura cantam acappella os mais variados estilos musicais.Em 1994 gravaram pela primeira vez no álbum de homenagem a Zeca Afonso “Filhos da Madrugada” onde interpretaram “Índios da meia praia”.Desde 1995 gravaram dez discos. “Bruxas, Heróis de Males d’Amor” (1995), “Mappa do Coração” (1997), “Mais perto (uma produção comunicativa) ” (2001), “O som maravilha dos Senhores” (2002), “Natal” (2003), “Mulheres” (2005), “7 e Picos, 8 e Coisa, 9 e Tal” (2007), “Pérolas e Porcos” (2009), “Ora Vejam Lá!” (2009), “Canções do Homem Comum, Vol I” (2016), “Canções do Homem Comum, Vol II” (2018). No seu curriculum, além de centenas de concertos por todo o país, ilhas e Macau, têm igualmente várias participações em discos e espectáculos de outros artistas portugueses: Gaiteiros de Lisboa, Ala dos Namorados, Rui Veloso, Delfins, Clã, Sara Tavares, Rui Reininho ou Mafalda Arnauth são alguns dos exemplos de colaboração.

Filipe Sambado - Deixem Lá


Letra

Castanho chocolate e laranja brasa
Dois vernizes no resgate vou feliz para casa
Tanta conversa tao pouco assunto
Que posse é essa tanto preconceito junto

Deixem me lá não ser gay eu sou só muito vaidosa
Tu vens lascivo para mim mas eu sou só curiosa
E se eu parecer uma mulher o que que isso quer dizer?
Visto sempre o que eu quiser
Der la por onde

Vou alargar a gola mostrar o ombro de lado
Pra ficar gira a camisola
é tentação ou pecado?
E o cetim do vestido que me tornei o gabarito
Faz me mim mais atrevido por me achares tao bonito

Deixem me lá não ser gay eu sou só muito vaidosa
Vou lascivo para mim mas eu sou só curiosa
E se eu parecer uma mulher o que que isso quer dizer?
Visto sempre o que eu quiser
Der la por onde

E se eu parecer uma mulher
O que que isso quer dizer?
O que que isso quer dizer?
O que que isso quer

Boss AC revela vídeo do novo single: “Queque Foi


Boss AC revela vídeo do novo single: “Queque Foi”
Canção faz parte do novo EP do rapper, “Patrão”, já disponível nas lojas digitais


Boss AC acaba de lançar o seu novo EP, “Patrão”, seis anos depois do álbum “AC Para os Amigos”, que está a partir de hoje disponível nas várias lojas digitais. Deste novo EP faz parte o single “Queque Foi”, cujo vídeo acaba também de ser divulgado.

Este novo EP de Boss AC aponta luzes para o novo álbum, que será lançado posteriormente. O EP conta com participações dos Black Company e DJ Ride. 

Apesar de afastado das edições durante algum tempo, Boss AC nunca parou de compor e escrever novas músicas, até perceber qual a altura certa de as lançar e mostrar ao mundo. Agora é o momento.

O álbum que Boss AC está a preparar segue um conceito, ligado às ideias de “ontem, hoje e amanhã”. “Ontem” porque tem-se inspirado no seu primeiro álbum, “Mandachuva”, e quer homenagear as origens do hip hop e todos aqueles que o inspiraram a ser MC. “Hoje” porque continua a fazer uma música actual e bastante relevante nos nossos dias, sem perder a sua essência. “Amanhã” porque Boss AC tem sempre “os olhos postos no futuro”: “Sempre acreditando que os meus maiores sucessos e realização estão ainda por vir”.

Esse conceito está bem ilustrado no primeiro single do EP “Patrão”, “Queque Foi”, que espelha a enorme vitalidade de Boss AC. 

Slamtype Feat. Melissa Guedes - Be Free Today


Letra

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ÓPERA SPECTACULAR NO COLISEU PORTO


ÓPERA SPECTACULAR
COLISEU PORTO | DIA 27 DE MAIO | 18H00



Foi no passado Domingo dia 22 de Abril que o Coliseu dos Recreios em Lisboa abriu as suas portas às 18 horas para aquele que foi um dos espectáculos mais surpreendentes, do género, que por lá passaram. Pelo menos foi esta a opinião do público que reagiu de forma efusiva e emocionante às quase duas horas de concerto/espectáculo de Ópera Spectacular. Ouvia-se pela sala, e lê-se nas redes sociais , por parte do público que assistiu, como sendo o melhor espectáculo deste estilo ao qual assistiram durante as suas vidas.
A reacção positiva foi tal que há quem vá assistir pela segunda vez ao Coliseu do Porto.
Com uma produção exímia , quer a nível técnico quer artístico , Ópera Spectacular foi de facto espectacular .

Excelente nível musical da banda Sinfónica da PSP, conduzida pelo Maestro Comissário Ferreira Brito, e vocal , nas vozes das sopranos Yolanda Soares e Patrycja Gabrel, da Mezzo- soprano Inês Madeira , dos Tenores Bruno Almeida e Tiago Sepúlveda e do Barítono Diogo Oliveira. Uma das grandes surpresas deste espectáculo foi o arrojo de recriar o "Nessun Dorma" da Ópera Turandot, com um toque pop na voz brilhante e presença absolutamente cativante, do vencedor de Rising Star, Bruno Correia, que se uniu aos tenores neste tema emblemático.

Todo o espectáculo foi diversificado incluindo conhecidas árias de Ópera, canções de Musicais da Broadway, Canções Napolitanas , Zarzuelas, canção mexicana e até do repertório ligeiro nacional, como foi a recriação musical e vocal do tema "Leitaria Garret" de Vitorino resultando numa versão em vozes líricas absolutamente encantadora.

Emocionante de tema para tema, contagiando com as encenações interactivas e até humorísticas , Ópera Spectacular conseguiu ganhar inúmeros adeptos entre as cerca de 1.600 pessoas que deixaram esta sala muito bem composta aplaudindo efusivamente . E tal como prometera a produtora, este espectáculo conseguiu agradar a um público ecléctico e de várias idades pois até se observavam adolescentes encantados com "este estilo de Ópera".

Entre o público, marcaram presença também, muitas personalidades conhecidas do meio cultural, empresarial, político para assistir a esta iniciativa de trazer aos Coliseus uma "grande festa" do canto lírico e da música mais erudita .

A soprano Yolanda Soares, criadora deste espectáculo, referiu no final do espectáculo, a crucial ajuda dos patrocinadores para que este tipo de produções consigam ver a luz do dia, pois exigem muitos meios técnicos para que se alcance o resultado desejado.

Não menos importantes foram todos os restantes apoios que conseguiram tornar esta produção num acontecimento com um toque de Glamour, bem visível na imagem cuidada de todo o cenário e nos vestidos das cantoras , além do cocktail , após espectáculo, oferecido a todos os convidados.

Ópera Spectacular superou as expectativas de um público diversificado que se manifestou com diversas ovações de pé e saiu com vontade explícita de querer ver mais destes eventos/concertos em Portugal . O próximo será no Coliseu do Porto, já no dia 27 de Maio às 18 horas, e estamos curiosos para ver o resultado na cidade invicta.

Filipe Sambado - Aprender e Ensinar


Letra

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from Vida Salgada, released March 25, 2016 
música e letra Filipe Sambado 
Coros do pré refrão por Primeira Dama

domingo, 29 de abril de 2018

José Mário Branco, Sergio Godinho e Fausto com "O CHARLATÃO"


Letra

Numa ruela de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis de ouro a um tostão
enriquece o charlatão

No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f´rido
e outro em França anda perdido

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga

No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-se em quatro zonas
instalados em poltronas

P´rá rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca de alguns patacos

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão

Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Sérgio Godinho (ft. David Fonseca) - Balada da Rita


Letra

Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

Galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda)
palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
e a solidão, não erro
se ao chamá-la, o seu nome
me vai que nem uma luva

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada

E um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão

Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
mas é sempre a mesma história
depois do primeiro assombro
logo o corpo fica farto

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada

matar ou morrer - dogma


Letra

Quero ver o pôr-do-sol provar o sal do mar em Agosto numa praia repleta
Vamos ver os tubarões dançar ao som do mar em Setembro numa ilha deserta
Quero fugir, quero sair destas 4 paredes que me cercam a alma
Vamos a voar depressa inalar ar puro para tentar manter a calma
Quero vislumbrar-te ao longe, fingir-me de monge, fazer subir teu ego em flecha
Sentir a adrenalina chegar, a pulsação a aumentar dar-nos a volta à cabeça

Escolher-te ao acaso
Vai ser um prazer
Nadar a teu lado
Até mais não querer

Quero fazer rock n´roll, matar a minha fome de palco num concerto profano,
Vamos ver os furacões tentar deitar abaixo as palmeiras num cenário insano
Quero fugir, quero sair destas 4 paredes que me cercam a alma
Vamos a voar depressa inalar ar puro para tentar manter a calma

Escolher-te ao acaso
Vai ser um prazer
Nadar a teu lado
até mais não querer

Sem falsas promessas de amor

Escolher-te ao acaso
Vai ser um prazer
Nadar lado a lado
até mais não querer

Ingénuas promessas de amor

Mas se ele não existe em estado puro
Sâo ecos de uma lenda falsa
Começa a criar teu próprio muro
Não entres na farsa, não entres na farsa
Porque quando é a doer
É matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer

Paulo de Carvalho ao vivo no Casino Estoril

Paulo de Carvalho ao vivo no Casino Estoril dia 30 de Abril

Em 70 anos de vida e 55 de carreira cabem muitas histórias, neste percurso de musical de Paulo de Carvalho.
Sempre lhe atribuíram o lugar de protagonista, mas o cantor admite que foi na partilha e no trabalho em equipa que se fez um homem feliz e pleno, uma máxima que tem sido verdade tanto nos palcos como fora.
Paulo de Carvalho, é um dos nomes incontornáveis da música portuguesa das ultimas décadas.
Ao povo português deve os seus principais êxitos: "E Depois do Adeus", "Gostava de Vos Ver Aqui”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “Dez Anos”, “Prelúdio” (Mãe Negra), “Os Meninos de Huambo”, “O Cacilheiro”, “Lisboa Menina e Moça”, “Os Putos”, entre outros, pois foram eles que os escolheram.
Em 2017, assinalou os seus 55 anos de carreira com o lançamento de um novo álbum, intitulado Duetos, para o qual convidou algumas das vozes mais importantes do panorama musical nacional, para interpretar com ele alguns dos grandes êxitos da sua carreira.
Paulo de Carvalho é A VOZ, mas ainda mais importante, é o Autor, o Compositor e o Cidadão.
No dia 30 de abril, no salão Preto e Prata, do Casino Estoril, Paulo de Carvalho, vai interpretar os temas que ao longo de 55 anos se tornaram “património” dos portugueses.

Aurea - Hide


Letra

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António Zambujo e Jacinto Lucas Pires em fusão no Algarve


A aldeia mais típica do Algarve, Alte, com uma extraordinária beleza natural, patrimonial e paisagística volta a receber o Fusos - Festival de Fusões Artísticas onde este ano, os pontos de encontro são as Fusões entre Música e Literatura, entre Pintura e Dança e entre Música e Pintura de 1 a 3 de Junho nesta belíssima aldeia.

Projectos inovadores e criações intencionais para este conceito preenchem um cartaz eclético nas várias abordagens artísticas e que se estende pelos 7 palcos espalhados pela aldeia (Fonte Grande, Fonte Pequena, Pólo Museológico, Casa do Povo, Horta das Artes, Escola Profissional e Queda do Vigário), num itinerário surreal atrás do Andarilho de Alte - Escultura sonora que percorre o caminho entre palcos e onde todos podem tocar nos vários instrumentos incorporados.

O primeiro dia, sendo o Dia da Criança, começa a pensar nos mais jovens, com a estreia do filme "Amanhã foi ontem" um documentário que conta com a participação das crianças do ensino básico de Alte. Seguem-se actividades de ciência com o Centro Ciência Viva do Algarve, a inauguração da exposição Perspectivas de Alte, com representantes dos 5 continentes a mostrar as suas visões de Alte. Já a noite, começa com o malabarismo / novo circo de The Gentlemad e tem o momento forte ao juntar António Zambujo em palco com o escritorJacinto Lucas Pires para uma fusão entre Literatura e Música. O primeiro dia termina com o som do DJ António Pires.

No segundo dia, há teatro com a irónica e hilariante peça O Lobo Vermelho, sátira sobre o imaginário em torno da história do Capuchinho Vermelho. Segue-se Telamine, uma performance onde o artista Menau pinta um quadro com o pincel a emitir som, acompanhado pelos instrumentos de Paulo Machado. Maestro d'Água é um concerto com vários músicos dentro da Fonte Pequena, enquanto Fado Líquido junta a guitarra portuguesa de José Alegre com o som de sonoplastia da água circundante. À noite Asas de Sonhos é uma fantástica ilusão visual de dança aliada à pintura com Alice Duarte dentro de uma tela gigante, seguindo-se a festa imparável dos Kumpania Algazarra. Tudo fecha com os disco vinil de Discossauro.

No Domingo há lançamento do álbum dos Migna Mala, com direito a projecção do filme do álbum, e muita dança, primeiro com oficina do Grupo de Danças Tradicionais da Juventude Altense em Alte e Segue o Baile, depois com as danças tradicionais europeias de Pelivento. A encerrar há Fusada, num percurso até à belíssima Queda do Vigário que acolhe Luís Peixotocom a sua folk electrónica a fechar o festival num dos locais mais bonitos de todo o Algarve.

Todos os dias a partir das 14h30 e todos os eventos com entrada livre.

Fusos é uma organização Fungo Azul com o apoio do Município de Loulé e da Junta de Freguesia de Alte.


Maria Fernandes - List of Whys


Letra

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Cristóvam - Red Lights


Letra

I go around this town a time or two Just to waste another dance with you I know It's wrong but I just can't help myself See, I'm a little bit lost and I could use some help Didn't you hear? Here nothing sounds the same We'll fool ourselves and pedal through the rain Oh my dear Have no fear I'm here the good times Here for the bad times Here for all that's wrong and all that's right We echo through the night Between these red lights Between these red lights It's easier having it said then having it done And promises come and go just like the sun I'm a sinner in a city that fits me like a glove Haunted by a shadow of a child playing cupboard love Didn't you hear? Here nothing sounds the same We'll fool ourselves and pedal through the rain Oh my dear Have no fear I'm here the good times Here for the hard times Here for all that's wrong and all that's right We echo through the night Between these red lights Between these red lights Between these red lights Between these red lights

Music & Lyrics by Flávio Cristóvam. Filmed & edited by Camilo Simões. Production assistance: Timothy Lima and Lisabete Ferreira.

sábado, 28 de abril de 2018

Taxi - Sozinho


Letra

Ai, como eu queria
foi, mais um dia


saio para a rua
não vejo mais ninguém
vivo pela noite, sempre correndo

tudo vai e vem, sem dar por mim
tudo vai e vem, sem ter um fim

vou sair, vou andar sozinho
vou sair, vou dançar sozinho

eu, não sabia
vem mais um dia

saio para a rua
não vejo mais ninguém
vivo pela noite, sempre correndo

tudo vai e vem, sem dar por mim
tudo vai e vem, sem ter um fim

vou sair, vou andar sozinho
vou sair, vou dançar sozinho

saio para a rua
não vejo mais ninguém
vivo pela noite, sempre correndo

tudo vai e vem, sem dar por mim
tudo vai e vem, sem ter um fim

tudo vai e vem, sem dar por mim
tudo vai e vem, sem ter um fim


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Concerto com Carolina Deslandes no Auditório Municipal Augusto Cabrita



19 maio | 21h30 | Auditório Municipal Augusto Cabrita
Concerto com Carolina Deslandes

O Auditório Municipal Augusto Cabrita recebe, no dia 19 de maio, pelas 21h30, o Concerto com Carolina Deslandes.

Carolina Deslandes é uma das maiores artistas da atual geração de cantores e compositores portugueses. Com milhões de visualizações no YouTube tem trilhado um percurso meteórico, afirmando-se como uma das maiores referências não apenas no universo digital, mas na música nacional contemporânea. Em 2018 abraça uma nova etapa na sua carreira lançando o seu segundo disco.

M/6 | Ingressos: 15,00 €
Para informações, reserva e venda de ingressos:

AMAC: 21 206 82 30 | Horário: 3ª a domingo, das 14h00 às 20h00. Sempre que existam espetáculos agendados, a bilheteira abrirá uma hora antes dos mesmos.
P
CMB 2018-04-24

Al Green - Let's stay together Rui Drumond & The Soul journey


Letra

Let's stay together
I, I'm I'm so in love with you
Whatever you want to do
Is all right with me
Cause you make me feel so brand new
And I want to spend my life with you
Let me say that since, baby, since we've been together
Loving you forever
Is what I need
Let me, be the one you come running to
I'll never be untrue
Oh baby
Let's, let's stay together (gether)
Lovin' you whether, whether
Times are good or bad, happy or sad
Oh, oh, oh, oh, yeah
Whether times are good or bad, happy or sad
Why, why some people break up
Then turn around and make up
I just can't see
You'd never do that to me (would you, baby)
Staying around you is all I see
(Here's what I want us do)
Let's, we oughta stay together (gether)
Loving you whether, whether
Times are good or bad, happy or sad
Come on
Let's stay, (let's stay together) let's stay together
Loving you whether, whether times are good or bad
Compositores: Al Jackson Jr / Willie Mitchell / Al Green

D-CIFRA / MP E BÁRBARA - SÓ EU SEI O QUE VIVO


Letra

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Carlos Mendes - Cd A festa da vida



Há cinquenta anos, em 1968...

...os Beatles editavam o seu álbum branco e Paul McCartney passava férias no Algarve, enquanto os Sheiks cumpriam uma residência no Casino Estoril. Na América Martin Luther King era assassinado, nascia o Big Mac, começava a guerra do Vietnam e em França acontecia, o maio de 68, que havia de mudar para sempre o curso da história.
Em Portugal, Salazar caía da cadeira fazendo com que Marcelo Caetano fosse nomeado primeiro-ministro, Eusébio ganhava a Bota de Ouro, Portugal vencia o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins e Carlos Mendes ganhava, pela primeira vez, o Festival da Canção com o tema ‘Verão’.
O cantor celebra assim 50 anos de uma carreira recheada de sucesso e bons momentos.
Vários dos seus discos foram considerados como os melhores do ano, na categoria de música infantil – 'Jardim Jaleco', 'Natal do Pai Natal', apenas como exemplo e, noutro registo, temas emblemáticos como 'Alcácer Que Vier', 'Ruas da Minha Cidade' ou ' Amélia dos Olhos Doces' são marcos importantes na história da música popular portuguesa.
Carlos Mendes, venceu em 1972, pela segunda vez, o Festival da Canção com o tema 'A Festa da Vida'. Participou como autor em vários programas televisivos, tendo sido responsável pela criação e apresentação do talk-show 'Falas Tu ou Falo Eu', destacando-se, também, pela sua atividade no canto lírico, no qual tem vindo a especializar-se enquanto cantor e professor.
Com um total de vinte discos gravados, Carlos Mendes recebeu, em 2014, a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, na cerimónia 'O homem, o músico e o cantor', onde o seu percurso mereceu os melhores elogios e aplausos.
E é um pequeno resumo desse percurso de meio-século que Carlos Mendes recupera agora, ao editar o álbum ‘A Festa da Vida’, onde revisita, à base de voz e piano, alguns dos seus temas mais emblemáticos, como é o caso de ‘Ruas de Lisboa’, ‘Alcácer que Vier’, ‘Siripipi de Benguela’, ‘Vagabundo do Mar’ ou o incontornável ‘Amélia dos Olhos Doces’.


A Festa da Vida’ – o álbum - à venda em CD e em formato digital


TAXI - Reality Show


Letra

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Boss AC - Queque Foi


Letra

Se não queres ajudar, então não atrapalhes Pequenos detalhes Tantos anos de carreira, de nada vale Bate na rocha é flop, bate certo é comercial Afinal? Que queres que faça? Cada passo que dou, prevês desgraça, Queres que me envergonhe de ser pago para trabalhar? Vergonha é deixar de ser quem sou pa' te agradar Mas eu desejo-te sucesso Saúde e progresso Não me interessa se não te interesso Cada vez que me matas eu regresso Qual fénix, barata em guerra nuclear Nove vidas sou gato hei de sempre voltar Eu sei coisas que o Google não sabe Niggas querem beef, eu dou-lhes kebab Não cabe a má vibe, não há espaço Mão amiga eu encontro no fim do meu braço É louro prensado lá em Santa Justa Ma' não sou camone, isto n'é Rua Augusta Pestana aberta desd'o “Baza Baza” Sou telescópio da NASA Danosa, nefasta, se a vibe é nociva Se não for construtiva, não gastes saliva Ya, se não for construtiva, não gastes saliva Não gastes saliva Nigga, nigga, queque foi? Tás com dodói boy? Diz o queque foi? Faz lá queixinhas Onde é que dói? Não chores mais boy! Diz o queque foi? (2x) Queque Foi ? Queque Foi? Queque Foi? Queque Foi Queres que dê a única coisa que tenho para vender? Desculpa querer ter um tecto e comida para comer Falas mas noventa por cento do job não vês É que eu trabalho sem horários e não há fim do mês Quando falta o cacau ligo à Ferrero? Carpe diem quam minimum credula postero? Mas o que digo é latim Até podia ser mandarim Não inventem defeitos Vocês nunca 'tão satisfeitos Se não é da calça é do cú Nem old nem new, a minha escola é true O que fiz pouco importa, importa o agora Descasco a cebola e és tu quem chora? Escrevo, componho, produzo e gravo Faço os meus beats desde que estava no oitavo Sentado de headphones lá na última fila QY10 refundido na mochila E aqui estou eu Tudo o que tenho a Música deu E aqui estou eu Quem n'entendeu a mensagem ardeu É que o novo AC é o velho AC Se não fosse assim eu nem tava aqui Novo AC, velho AC Se não fosse assim eu nem tava aqui Nigga, nigga, queque foi? Tás com dodói boy? Diz o queque foi? Faz lá queixinhas Onde é que dói? Não chores mais boy! Diz o queque foi? (2x) Queque Foi ? Queque Foi? Queque Foi? Queque Foi? Aqui quem manda sou eu Nigga aceita que dói menos Aqui quem manda sou eu Nigga aceita que dói menos Aqui quem manda sou eu Nigga aceita que dói menos Aqui quem manda sou eu Aqui quem manda sou eu Nigga, nigga, queque foi? Tás com dodói boy? Diz o queque foi? Faz lá queixinhas Onde é que dói? Não chores mais boy! Diz o queque foi?

Letra e Música/Lyrics and Music: AC Firmino

Auditório Municipal de Lagoa recebe nome do fadista Carlos do Car


Auditório Municipal de Lagoa recebe nome do fadista Carlos do Carmo



A partir de 28 de abril próximo o Auditório Municipal de Lagoa passará a chamar-se Auditório Carlos do Carmo. “Estou extremamente feliz e honrado por esta homenagem”, declarou o fadista diante do convite feito pela autarquia de Lagoa.

O principal equipamento cultural do Município de Lagoa adotará assim o nome do artista Carlos do Carmo, nome maior da música e da cultura portuguesa, numa homenagem única e inédita a nível nacional, que terá lugar a 28 de abril, pelas 17h.

Pelas 21h30, Camané, Cristina Banco, Marco Rodrigues e Paulo de Carvalho, darão voz a um momento que revisitará canções imortalizadas na voz de Carlos do Carmo ao longo destes mais de 50 anos de carreira.

“Dirigimos este pedido a Carlos do Carmo no passado dia 20 de janeiro, depois da sua atuação no Centro de Congressos do Arade, e a sua resposta foi imediata, o que nos deixou muito felizes”, referiu o presidente do município, Francisco Martins. O autarca apontou a visão estratégica de Lagoa na área cultural, realçando que este é um trabalho que “visa reconhecer, mostrar e valorizar o património material e imaterial, dando primordial importância à educação e formação de públicos”.

O percurso de Carlos do Carmo dentro e fora do país e a forma como o seu trabalho se relaciona com a identidade do povo português foram alguns dos motivos que levaram a autarquia a escolher o seu nome. Desde o seu primeiro registo discográfico: “Fado Loucura”, em 1963, a sua voz foi registada em mais de 80 discos individuais, coparticipações e coletâneas. 

Foi distinguido em 1997 com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo presidente Jorge Sampaio e, em 2006, com a Ordem de Mérito pelo atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa. Em 1998 ganhou um “Globo de Ouro” de Excelência e Mérito e em 2002 o Globo de Melhor Disco do Ano, atribuído pela SIC, com o seu trabalho: “Nove fados e uma canção de amor”. Em 2008, depois de participar no filme “Fados”, do realizador espanhol Carlos Saura, viu o seu “Fado da Saudade” ser distinguido com o Prémio Goya.

O município de Lisboa atribuiu-lhe em duas ocasiões a Medalha de Mérito da cidade, a última logo após vencer o Grammy Latino de Carreira, que lhe foi entregue em Las Vegas, distinção inédita para um artista português.



Quid - Quid


Letra

TUDO COMEÇA COM A SURPRESA EGOISTA DE NÓS ÉS A PERGUNTA QUE SUPLICO DE ORIGEM INACABADA ESCOLHES MOMENTOS, AMARRAS O TEMPO DOBRAS O MEDO, ENGOLES PALAVRAS TUDO COMEÇA COMO FÉL , NUM SEGUNDO MATAMOS OS OUTROS, TOMAMO-LOS POR NÓS PEDES, CEDES, CARECES DE SER TUDO COMEÇA COM A VONTADE DE EXISTIR ESCOLHES MOMENTOS, AMARRAS O TEMPO DOBRAS O MEDO, ENGOLES PALAVRAS HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE É UM TERCEIRO PARA QUEM FALA HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ FALTA CARAS QUE MENTEM, SEM FALAR ( EU) CORPOS QUE REAGEM SEM TOCAR ( MEU) SORRISOS QUE SOBRAM AO PASSAR ( TEU) IDEIAS QUE VEM SEM SOAR

Cassete Pirata e Old Jerusalem no Festival Telheiras



Cassete Pirata e Old Jerusalem no Festival Telheiras


Os diversos espaços públicos e culturais do bairro voltam a acolher o Festival de Telheiras de 11 a 19 de Maio. Já na sua nona edição o evento continua a ser organizado pelas diversas associações do bairro com actividades promovidas pelo comércio local, pessoas e instituições interessadas em participar e dar mais vida a Telheiras.

A música é sempre o ponto forte do festival, tal como nos anos anteriores. Nos dias 18 e 19 de Maio, a festa concentra-se no jardim de Telheiras, junto à saída do Metro. Pela noite usufrui-se dos petiscos acompanhados de concertos que começam pelas 19h00 com bandas locais e destacam-se as actuações, no dia 18, pelas 21h00 dos Cassete Pirata e no dia 19, pelas 22h00, dos consagrados Old Jerusalem.

Os dias são dedicados ao convívio e lazer com a Feira da Tralha (venda de artesanato e produtos em 2ª mão), actividades holísticas e de desporto e espaços dedicados às crianças com insufláveis e outras surpresas.

Como warm up para estes dois dias, durante a semana realizam-se iniciativas programadas pelos diversos parceiros pelos diferentes espaços de Telheiras com workshops de dança, ilustração, novas tecnologias e ambiente, debates temáticos, iniciativas de rastreios de saúde e atividades desportivas e de bem-estar.

Este ano a organização terá como foco a sustentabilidade e está a preparar um conjunto de acções para tornar o festival mais amigo do ambiente, nomeadamente em relação ao lixo produzido, reduzindo ao máximo o uso de plásticos no recinto do evento. A programação também reflecte esta aposta, com workshops, palestras e com a exibição ao ar livre do documentário “Amanhã" de Cyril Dion e Mélanie Laurent, no dia 15 de Maio, que nos vai inspirar a todos a criar um mundo mais justo, sustentável e feliz.

Destaca-se também o 1º Encontro de Cante Alentejano "Telheiras tem Cante", com a participação de 6 grupos, incluindo dois grupos vindos directamente do Alentejo.

O Festival é organizado pela Parceria Local de Telheiras e conta com o apoio da Junta de Freguesia do Lumiar e Câmara Municipal de Lisboa. Surgiu em 2007 e cresceu do empenho e dinamismo de dois jovens moradores que assumiram o compromisso de alavancar este movimento de aproximação de realidades, de pessoas e de serviços.

Um festival pensado em Telheiras para toda a cidade.

Mariza - Quem me dera


Letra

Que mais tem de acontecer no mundo Para inverter o teu coração pra mim Que quantidade de lágrimas devo deixar cair Que Flor tem que nascer para ganhar o teu amor Por esse amor meu Deus Eu faço tudo Declamo os poemas mais lindos do universo A ver se te convenço Que a minha alma nasceu para ti Será preciso um milagre Para que o meu coração se alegre Juro não vou desistir Faça chuva faça sol Porque eu preciso de ti para seguir Quem me dera Abraçar-te no outono verão e primavera Quiçá viver além uma quimera Herdar a sorte e ganhar teu coração Será preciso uma tempestade Para perceberes que o meu amor é de verdade Te procuro nos outdoors da cidade, nas luzes dos faróis Nos meros mortais como nós O meu amor é puro é tão grande e resistente como embondeiro Por ti eu vou onde nunca iria Por ti eu sou o que nunca seria Eu preciso de um milagre Para que o meu coração se alegre Juro não vou desistir Faça chuva faça sol Porque eu preciso de ti para viver Quem me dera Abraçar-te no outono verão e primavera Quiçá viver além uma quimera Herdar a sorte e ganhar teu coração

“Quem me dera” Letra e música: Matias Damásio

Nowhere To Be Found apresentam “Closer feat. Emily Lazar”


Nowhere To Be Found apresentam “Closer feat. Emily Lazar” a 18 de Maio


Surgem em 2014 e com um álbum de estreia em 2016. Para os Nowhere To Be Found, 2017 assume-se o ano da confirmação: produzem e gravam com o sueco Henrik Udd, “Produtor do Ano 2017” nos Heavy Music Awards, e masterizam em Nova Iorque com Ted Jensen, lendário engenheiro de som - vencedor de um Grammy e nomeado para outros quatro - o preferido de gigantes como os Metallica, Green Day, Muse, Deftones, Slipknot, Paul McCartney, Madonna ou Coldplay. Pelo meio, confirmando o potencial das novas músicas, conseguem o primeiro featuring europeu de Matty Mullins, frontman dos norte-americanos Memphis May Fire (cujos 3 mais recentes álbuns alcançaram o top10 US Billboard) e também de Emily Lazar dos September Mourning, norte-americanos recorrentes nas tours de Marylin Manson.

O segundo álbum dos Nowhere To Be Found encontra-se em fase de produção, com o sueco Henrik Udd e as gravações nos estúdios Wrecords, com lançamento previsto ainda em 2018.



“Closer” é o single de avanço, uma versão do original dos The Chainsmokers, com featuring de Emily Lazar dos norte-americanos September Mourning.


Quid - Ex-Passos



Letra

Não quero um final Que me faça, sentir Que és um jogo reposto de rosto banal Eu só quero um início Bem real Sem pontos nem pesos sem truques Eu faço um sinal Onde todos os laços são, São traços fracassos dos passos de alguém Tu só queres um início banal Eu só quero um final Bem real Mas nós, só temos de ser, sentir, ver Sem pontos nem pesos sem truques Eu faço um sinal Onde todos os laços são, São traços fracassos dos passos de alguém video lyrics by Marilia Maia e Moura.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Os Azeitonas - Anda comigo ver os aviões


Letra

Anda comigo ver os aviões levantar voo
A rasgar as nuvens
Rasgar o céu

Anda comigo ao porto de leixões ver os navios
a levantar ferro
 rasgar o mar

Um dia eu ganho a lotaria
Ou faço uma magia
(mas que eu morra aqui)
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti

Anda comigo ver os automóveis à avenida
A rasgar as curvas
 queimar pneus

Um dia vamos ver os foguetões levantar voo
A rasgar as núvens
 rasgar o céu...

Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra que aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua,
Só para ti

Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra que aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti

A Marte - João Só e Abandonados


Letra
Acordei de manha
Ainda meio baralhado
Teres sido tu a estrela
Daquele filme alugado

Deixámos o Bruce Lee
Entregue às artes marciais
Quando olhaste para mim
Sem efeitos especiais

A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte
A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte

Fui ter contigo ao café
Não me cansei de olhar para ti
Disseste mata-me a sede
Tira-me daqui

A loucura subiu
E eu não sou de pedra
Para uma Vénus como tu
Não à água nesta terra

A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte
A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte

Estou em Terra
Senão me engano
Fizeste de mim
Um verdadeiro marciano

A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte
A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte

João Só & Abandonados - Fogo


Letra

Dás-me mil razões
Para não gostar de ti
Dizes-te desinteressante
E que eu não estou em mim

Mas quando eu te vejo
Consigo ver alguém
Que se calhar nunca viste
Mas que eu conheço bem

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

Sentas-te ao meu lado
À espera que me cale contigo
Nem deixas que a conversa
Chegue perto do teu umbigo

Mas quando eu te oiço
Consigo ouvir alguém
Que se calhar nunca ouviste
Mas que eu percebo bem

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

Tens medo de acender
O fósforo de arriscar
É tarde, já está a arder
É o que me está a queimar

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

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