terça-feira, 16 de outubro de 2018

Duarte apresenta " Só a Cantar" na Casa da Música



O fadista apresenta o disco "Só a Cantar" no dia 17 de Novembro na Casa da Musica no Porto.

Este álbum conta com a produção de João Gil e é composto por onze temas. A orientação artística é de Aldina Duarte que contribui com a sua autêntica e significativa vivência de trabalho na matéria dos fados, apontando quais as melhores melodias do fado tradicional que serviriam as letras de Duarte.

Duarte |  Voz e Guitarra
Pedro Amendoeira |  Guitarra Portuguesa
João Filipe | Viola de fado
Carlos Menezes|  Baixo Acústico


Um disco a ouvir e um espectáculo a não perder!

Vídeo de Covers


Gimba - Vá lá



Letra

Trago um bom conselho
Para a gente que aqui está
São duas palavrinhas
E quais são elas?
Vá lá!!

Vá lá, Portugal, portugueses
Mais um ano, doze meses
Não saimos do lugar...
Vá lá, nobre povo, Zé Povinho
Não há pão e não há vinho
E o que há vai acabar!

Vá lá, estivadores e leiloeiros
Espantalhos, sinaleiros
É inútil esbracejar...
Vá lá, marinheiros de água doce
Era bom mas acabou-se
‘Tá na hora, vai fechar!

Vá lá, patos bravos barrigudos
Sem vergonha e sem canudos
A aldrabar a construção...
Vá lá, novos ricos triunfantes
Em vivendas de emigrante
Baluarte da nação!

Vá lá, batalhão de Chico Espertos
Esses olhos bem abertos
Que o país é para roubar...
Vá lá, devedores e caloteiros
Agarrados ao dinheiro
‘Tá na hora de pagar!

Vá lá, rapazinhos da gravata
De atitude burocrata
E a fortuna do papá...
Vá lá, raparigas graduadas
Liberais, emancipadas
Do melhor que para aí há!

Vá lá, jogadores, viciados
Prostitutas e drogados
Quem vos traz o alvará?
Vá lá, traficantes, criminosos
Delinquentes, mafiosos
É agora, ‘bora lá!

Vá lá, monarquia arruinada
Sempre bem alcoolizada
Com uma cruz a abençoar...
Vá lá, burguesia toda airosa
Que essa vida cor de rosa
Está em vias de ir ao ar!

Vá lá, Herculanos, Saramagos
Escritores aziagos
Quem assina a petição?
Vá lá, geração iluminada
Treinadores de bancada
Onde é que está a solução?

Já sabemos bem
Que a vida aqui está má
Com a morte ali ao fundo
Ai, Mãe, a sorte onde andará?
Só resta sermos nós a dar a volta
Assim, não dá
Por isso, pessoal, vá lá!!

Vá lá, carneirada cibernética
A doença é genética
Agarrados digitais...
Vá lá, manada de aluados
Cidadãos neutralizados
Pelas redes sociais!

Vá lá, estudantina abrutalhada
Malcriada, mal formada
Nota 20 a vomitar...
Vá lá, especialistas em calão
Calinada e palavrão
Vamos, toca a trabalhar!

Vá lá, madames em topless
Da massagem anti-stress
E dieta natural...
Vá lá, brigada do pilates
Yôga e outros disparates
Que é que diz o mapa astral?...

Vá lá, reformados, pensionistas
O governo tem artistas
Pagos p'ra vos enganar...
Vá lá, moribundos, acamados
Incapazes, entrevados
Vamos, toca a levantar!

Já sabemos bem
Que a vida aqui está má
Com a morte ali ao fundo
Ai, Mãe, a sorte onde andará?
Só resta sermos nós a dar a volta
Assim, não dá
Por isso, Portugal, vá lá!!

Vá lá, moderníssimos fadistas
A elite dos artistas
Do melhor que há no país...
Vá lá, costureiros e roqueiros
Dos modelos estrangeiros
E da coca no nariz!

Vá lá, capitães e generais
Mais as tias de Cascais
Na orgia do cifrão...
Vá lá, ministros, deputados
Com os bolsos recheados
Façam a revolução!

Vá lá, navegantes, triste fado
As glórias do passado
Não vos deixam navegar...
Vá lá, saudosistas praticantes
Isto está pior que dantes
Vade retro, Salazar!

Vá lá, Portugal, olha p'ra ti
Há quem diga por aí
Sem a guerra não há paz...
Vá lá, Portugal, nação valente
Que o futuro é um presente
E é para a frente e não para trás!
Vá lá!!

Composto, produzido e executado por Gimba

GIMBA lança novo álbum: PONTO G celebra 40 anos de música



GIMBA lança novo álbum: PONTO G celebra 40 anos de música

Gimba, «um alfacinha sorridente, um autêntico trovadeiro acusticurbano que assina canções em português bem escorrido», regressa aos discos, com o Ponto G!

Em meados da década de 80 fundou o histórico grupo “Os Afonsinhos do Condado”, esteve na origem, juntamento com o Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, de quem foi padrinho de baptismo, em 1991 integrou “Os Irmãos Catita”, com Manuel João Vieira, e gravou também 1 disco em nome próprio, em 1997. Foi ainda a cara do mítico “Pop Off” (RTP).

Enquanto produtor, trabalhou com artistas tão variados como Tim, Deolinda, Boss AC ou José Cid. Fez música para programas de televisão (“O Cabaret da Coxa”; “O Homem Que Mordeu o Cão”; “Estado de Graça”; “Donos Disto Tudo”). Também assinou bandas sonoras de programas de humor (“O Programa da Maria”; “Paraíso Filmes”, “Boa Noite, Alvim”), cinema (“O Crime do Padre Amaro”; “Um Passeio de Barco”), e produziu ainda repertório infantil (“As Canções da Maria”; “Contos de Salarissarim”), além de vários trabalhos em rádio, teatro e publicidade.

Eugénio Lopes, mais conhecido por Gimba começou a estudar piano aos 6 anos, e flauta aos 8, mas foi só aos 14, ao começar os estudos de guitarra que escreveu as primeiras canções.

As suas referências musicais assentam principalmente no que ouvia em casa durante a infância: discos de jazz melódico (Dave Bruebeck, Wes Motgomery, etc…), Bossa Nova (Tom Jobim, João Gilberto…), e muito do que passava na rádio (Beatles, Stones, Dylan, Soul e R&B…). Seguiu atentamente a evolução da música portuguesa desde os tempos áureos do Festival da Canção, seguindo-se a “geração Zip-Zip”, a música de intervenção do 25 de Abril, o fenómeno do rock sinfónico e o boom do “Rock Português”.

Com muita estrada na bagagem, continua fiel ao seu formato preferido – guitarra acústica e voz – e ao ecletismo que sempre o caracterizou. O leque de 11 canções vai da simples balada até ao rock de barba dura, mas sempre com um traço comum – uma toada bem disposta e moderadamente irónica, com letras cativantes em português «bem escorrido». É talvez o trovadeiro que mais se preocupa em cantar a sua língua como quem a fala. Os seus temas vão da crítica social à canção de amor, sendo o maior deles, Lisboa, a sua cidade.

Tudo isto está bem patente neste “Ponto G”, cujo lançamento será em Outubro de 2018 que coincide também com os quarenta anos de música (!) do Gimba. Especial atenção para a música “Vá lá!!”, cantada bem alto pela voz de 12 ilustres convidados (de “A” – Ana Bacalhau, a “Z” – António Zambujo), um manifesto algo panfletário, brindando «à revolução e à anarquia»! É também dedicado à memória do grande amigo do Gimba: Zé Pedro.

Freddy Locks - Present



Letra

Não encontrei a letra ou os créditos desta música

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Freddy Locks novo disco " Overstand"


FREDDY LOCKS 
OVERSTAND
EDIÇÃO 12 OUTUBRO 
 AVM MUSIC EDITIONS



"O guerreiro da Liberdade regressa em 2018 com mais força que nunca!

Seis anos após o seu último disco "Rootstation", Freddy Locks regressa com um novo álbum chamado "Overstand"

Depois do lançamento dos singles "Earth" e "Overstand" que tiveram grande aceitação internacional com reviews em mais de 300 rádios de reggae espalhadas pelo mundo e que fizeram Freddy Locks ser capa da maior revista de Reggae americana "IRIE".

Hojé é o dia de edição deste novo CD e do novo single "Present" que promete ter um impacto imediato e tornar irresistível ouvir o disco.

"Present" é novo single que fala em viver o momento, sentir o dia.
Através deste tema podemos ver a energia contagiante do disco e a qualidade musical e sonora de "Overstand" que contou com a Masterização do Canadiano Dubmatix , um dos maiores nomes mundiais da cena Reggae/Dub.


CONCERTOS AO VIVO 
02 NOV | MUSIC BOX - LISBOA
03 NOV | BANG VENUE - TORRES VEDRAS

DISCO À VENDA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS 



"Valsa sem nome"
Uma das melodias mais bonitas do Baden Powell com letra de Vinicius de Moraes, aqui numa versão só instrumental num pequeno ensaio em casa num dia de chuva lá fora.
Guitarra por André Miguel Santos.
 
Gravado ao vivo na Charneca da Caparinca a 8 de Abril de 2018 

André M. Santos - Álbum "Sete" já à venda.


Desde há muito que o número 7 me acompanha de uma forma peculiar. Ainda novo o encarei como um número da sorte para mim. Mais tarde fui descobrindo toda a carga mística que acarreta em si, sendo mesmo considerado um número que representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade, a vontade e ainda a conclusão cíclica e renovação.

De forma humilde abraço esta simbologia para o meu primeiro trabalho em nome próprio, iniciando assim um novo ciclo no meu percurso musical.

Este disco espelha de uma forma muito completa a minha total essência enquanto músico (guitarrista, compositor e produtor) passando pelas diversas estéticas musicais que me enchem a alma.

7 são as músicas a solo, 7 são as músicas com convidados de luxo, 7 são as cores do arco-íris, 7 são os chakras, 7 são as colinas da minha linda Lisboa, 7 são...
                

André M. Santos nasceu em Lisboa em Novembro de 1984.

Licenciado em economia pela Universidade Nova de Lisboa (2006), em guitarra (2010) e composição (2015) pela Escola Superior de Música de Lisboa. André teve aulas de Guitarra Flamenca com Oscar Herrero (Madrid) e Pedro Jóia (Lisboa).

Ao longo da sua carreira já tocou com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Coro Gulbenkian, Orquestra Chinesa de Macau e alguns dos artistas portugueses mais famosos (ex: Teresa Salgueiro, Resistência, Mariza, Ricardo Ribeiro, Mísia, etc.) em vários países do mundo.

É membro residente do Júri do “Concurso de Música de Intervenção de Almada” desde 2007. Em 2011 recebeu o prémio “Jovem Talento” pelo município de Almada.

Como compositor tem escrito para diferentes projetos e estilos de música, abrangendo grupos de música de câmara, grupos de jazz até orquestras de grande dimensão. A sua música tem sido interpretada por alguns dos mais prestigiados músicos de Portugal deste os EUA até à China.

Em 2016 ganhou o prémio de melhor edição pela Associação Nacional de Flauta dos EUA com a sua peça “O motivo da menina Laite” para flauta solo.

André é o guitarrista do grupo Melech Mechaya e faz parte do Quarteto de Guitarras de Lisboa.

Carolina Deslandes - Aleluia







Letra




És da cor do sol
Trazes na pele a luz e a calma da manhã
Nas mãos as flores e um cheiro a hortelã
Que me faz ver as cores que eu não conhecia

És da cor do amor
Trazes nos dedos os poemas e canções
O quente e o frio vivo nas quatro estações
Que me faz rir e mata a melancolia

Não sei que bem fiz eu
Para te merecer
Que espécie de coisa bonita
Te trouxe à minha vida
Aleluia

Não sei que bem fiz eu
Já julgava ser tarde
Pra poder viver um milagre
Tu chegaste e eu grito
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia

És da cor da paz
Trazes nos dedos o saber de outras vidas
De alma enrugada que me dá guarida
E eu adormeço sem medo de acordar

És da cor da calma
Trazes nos ombros o luar de outros planetas
Trazes os sonhos e as borboletas
De tão feliz eu sento-me a chorar

Não sei que bem fiz eu
Para te merecer
Que espécie de coisa bonita
Te trouxe à minha vida
Aleluia

Não sei que bem fiz eu
Já julgava ser tarde
Pra poder viver um milagre
Tu chegaste e eu grito
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia

Não sei que bem fiz eu
Já julgava ser tarde
Pra poder viver um milagre
Tu chegaste e eu grito
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia
Aleluia

Não encontrei os créditos desta música

O novo disco de Frederico BC, "Do Outro Lado da Rua", já está à venda



Frederico BC apresenta-se ao público com o álbum intitulado Do Outro Lado da Rua. Um disco com 12 canções originais totalmente em português e que aposta numa produção forte realizada entre Portugal e os Estados Unidos com quase meia centena de pessoas envolvidas.

À semelhança do que tem feito ao longo da sua carreira, o artista idealizou um disco que pretende unir gerações através de um formato musical destemido e que procura chegar ao público de uma forma directa. Letras simples e arranjos musicais ousados vestem a história de cada canção.

Para esse efeito e para além de músicas de sua autoria, convidou alguns amigos e autores portugueses para colaborem consigo na escrita e composição de algumas canções, tais como: Diogo Brito e Faro, João Sanguinheira, João Só, Miguel Rebelo e Rui Rocha.

Juntamente com os produtores Lino Guerreiro e Valter Rolo, Frederico BC convidou uma orquestra de cordas e sopros, assim como nomes notáveis da música nacional para a gravação do álbum, destacam-se: Mário Delgado, Nelson Carvalho, Orlanda Guillande, Paulo Ramos, Ricardo Toscano, Tó Cruz, Vicky Marques, entre outros.

Para além de todos estes nomes, Frederico BC, decidiu produzir o master nos Estados Unidos da América por um dos mais experientes engenheiros de som, o vencedor de 2 Grammys: Vlado Meller, que já trabalhou com alguns dos maiores artistas internacionais, Michael Jackson, Beyoncé, Muse, Pink Floyd, Paul McCartney, entre muitos outros.

O artista decidiu avançar para a edição deste disco à terceira tentativa após já o ter gravado por 2 vezes. Recorde-se que em 2013, Frederico BC editou o seu primeiro álbum, Vagueando Só. Um álbum com 9 versões e 4 originais.

Frederico BC refere: “A escolha de um produtor é fundamental e é difícil encontrar um que nos compreenda totalmente enquanto artistas. Aliás, é sempre difícil encontrar alguém na nossa vida que nos compreenda dessa forma… quanto mais um produtor. Eu sempre fui uma pessoa muito exigente comigo própria, tanto, que todos os dias exijo a mim mesmo - numa luta desmedida - que não seja preguiçoso. Em coerência com isso, gostava que o meu trabalho de originais despertasse algo de diferente mas ao mesmo tempo familiar no primeiro contacto com o público. Gostava que as pessoas sentissem nas minhas palavras a música que oiço no meu dia-a-dia. Foi por essa razão que tentei não me precipitar na edição deste álbum e foi esse o motivo que me levou a gravá-lo três vezes, com diferentes arranjos e produtores. Os produtores anteriores eram igualmente incríveis e, se esses trabalhos tivessem vindo a público, seriam bem aceites. Mas eu, enquanto artista, não me sentia feliz, não era essa a história que queria contar. Nesse capítulo, o Lino Guerreiro e o Valter Rolo, perceberam melhor a minha história e assim decidi avançar para a edição deste disco”.

O músico acrescenta: “O meu propósito enquanto artista está reflectido neste disco: unir gerações em torno da música. Em tom de brincadeira, por vezes digo que o meu objectivo é pôr os miúdos de 8 anos a gostar de Swing e os de 88 a gostar de Pop. Na música que oiço não existe preferência e exclusividade pelo estilo A ou B, existe sim, música que gosto de ouvir e música que não gosto. A música tem esta característica, unir pessoas, estilos e momentos”.

Frederico BC tem ainda espaço para um tributo muito peculiar a Carlos Tê e Rui Veloso numa das músicas deste seu álbum. O autor diz: “Fazia sentido uma música assim neste meu primeiro álbum de originais. Cresci a ouvir as músicas incríveis do Rui Veloso e a sentir os deslumbrantes cenários desenhados por Carlos Tê. “Canção do Oriente” é o nome da canção que presta esse tributo. Criámos uma melodia original em que cada verso da música é uma frase ou um título de uma canção da dupla, Carlos Tê e Rui Veloso. É uma "sopa de letras”, uma história diferente contada com palavras já conhecidas do grande público. Um puzzle onde tive todo o tempo do mundo para as regras da sensatez”.

O novo álbum de Frederico BC está hoje dia 12 de Outubro nas lojas e adiantamos já que o concerto de lançamento deste disco está marcado para odia 10 de Novembro no renovado Cineteatro Capitólio em Lisboa


Os bilhetes já se encontram disponíveis nos locais habituais 
Mais informações em breve.


Ciro Cruz - Sinergy

Já disponível em formato digital o álbum “Vol. 5 Sinergy” de Ciro Cruz


Já disponível em formato digital o álbum “Vol. 5 Sinergy” de Ciro Cruz


O baixista e produtor Ciro Cruz lança o quinto álbum de temas originais, “Volume 5 Sinergy”.

O primeiro single é o tema “Sinergy” que vem com muito groove e foi gravado com muita energia pelo seu quarteto.

Outro dos temas preferidos do baixista Ciro Cruz é “Shine In the Sky”, uma homenagem ao amigo Angélico Vieira.

Do alinhamento fazem ainda parte “Praia da Tocha”, “Tróia”, “ Baião da Bilé”, “Brazilian Party”, “Jazz Station” e “Milwaukee Blues”.

“Volume 5 Sinergy” é como um bom livro com boas histórias transformadas em música.


Slow J - Não me mintas - Rui Veloso



Letra


Eu queria unir as pedras desavindas
escoras do meu mundo movediço
aquelas duas pedras perfeitas e lindas
das quais eu nasci forte e inteiriço

Eu queria ter amarra nesse cais
para quando o mar ameaça a minha proa
e queria vencer todos os vendavais
que se erguem quando o diabo se assoa

tu querias perceber os pássaros
Voar como o jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais

Conta-me os teus truques e fintas
Será que os Nikes fazem voar
Diz-me o que sabes não me mintas
ao menos em ti posso confiar

Agora diz-me o que aprendeste
De tanto saltar muros e fronteiras
Olha p'ra mim vê como cresceste
Com a força bruta das trepadeiras

Ma Nigga diz-me se isso é arte ou é ar de duro
Quarto escuro, arte ou é ar de duro
Nigga diz-me se isso é arte ou é heart de puro
Sabe tudo, arte ou é heart de puro

Ma Nigga diz-me se isso é arte ou é ar de ou é
Arte ou é ar de ou é arte ou é ar de ou é arte
Nigga diz-me se isso é arte ou é ar de puro
Arte ou é ar de duro

Eu nunca fui guloso, só quis algo mais que amigo
Fazer ao Rui Veloso o que o Ronaldo fez com o Figo
Fome de ser colosso circulou e o ser colou-se
Ao ser que só queria ser feliz, mesmo que sem abrigo

Eu devo ser um ser antigo
Para parecer-me, deves parecer-te só contigo
Eu devo ser um ser antigo
Para parecer-me, deves parecer-te só contigo

Ligo o mic barro o pão, 80 barras para degustação
Já ninguém me agarra sem a vocação
Isto é de coração
Designs vindos do interior
Nigga, eu faço isso por amor, não por bajulação

Icónico é o ócio de homens que desdenham
O lógico da corja pela imaginação
Se o tópico é um top e cu utópicos nos trópicos
és cómico e tens cotação

Eu sou um homem ou uma mutação
Eu sou óptimo, o óbito da perfeição
Eu não me prendo nessa caixa, eu sou libertação
Eu não sou quente, eu só ostento a minha lentidão

Dá-me uma prenda e sente a pulsação
'Mo mano aguenta tudo o que é pressão
Forjado a aço
No meu braço eu tenho traços de quem nunca faz as pazes com essa estagnação
Hoje eu aprendo mais uma lição
Isto nem é damn, só demonstração

É assim que eu encho tracks tipo bolsos, mãe
97, 98, 99, 100

domingo, 14 de outubro de 2018

Banho Maria - Mais Um Fado no Fado (feat. Quarteto Pizzicato)


Letra


Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada.
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada

Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito.
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito

Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes.
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes

Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado.
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado.

Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado 

Autores: Júlio de Sousa e Carlos da Maia

Já disponível o single “Mais Um Fado no Fado feat. Quarteto Pizzicato” dos Banho Maria



Já disponível o single em formato digital “Mais Um Fado no Fado feat. Quarteto Pizzicato” dos Banho Maria


"Mais Um Fado no Fado" representa para osBanho Mariauma saudosa gratidão a uma voz do fado vadio a quem devem a inspiração do rearranjo deste tema. 

O sentimento de perda está bem patente na expressão musical deste fado, de tal forma que se confunde o sentimento original de amor profundo, com a imensa saudade de quem parte muito antes do tempo. 

O contributo do quarteto feminino de cordas, Pizzicato, é a base da tonalidade desta versão produzida por Nuno Roque.


Deau - Simples




Letra

Refrão:
Vi muito burro
A entrar pela porta do cavalo,
Se não és rato de pé rapado
Fazem de ti gato-sapato.
Desculpa se eu parto a loiça,
Eu quero tudo em pratos limpos,
Não estás apto,
Não compliques,
O tom perfeito é tão simples.

É a conduta quem dita o conduto.
Os motivos do culto
Não são novos,
Se saio da casca
É para que gemas às claras
Em bicos de pés sem partir ovos.
É provável o babel
Caso eu não vá belo,
Se não suportas não olhes.
Se caem em mim
Como Caim em Abel,
Não é saudável,
Tenho quem vingue os mortos.
Parceiro tu não te baralhes,
Se estiveres a dar cartas na área
Guarda os trunfos que tiveres na manga
Para na altura certa recolheres a bazada,
Porque se eles quiserem o ouro
Dão-te com paus
Até te virares do avesso,
Ficares encurralado entre a espada e a parede,
Fechado em copas
Até te encontrares seco.
Não é à toa
Que quem atua diz o mesmo,
Se houver molho
Só não se molha quem circula a malha do cachê.
Afasta songamongas e sanguessugas do teu aconchego,
Para quando o homem do crachá cá chegue,
Ficar a fazer crochê.

Refrão:
Vi muito burro
A entrar pela porta do cavalo,
Se não és rato de pé rapado
Fazem de ti gato-sapato.
Desculpa se eu parto a louça,
Eu quero tudo em pratos limpos,
Não estás apto,
Não compliques,
O tom perfeito é tão simples.

Rezas para que ceda de quatro,
Só que eu faço
Para acabar como o dobro deitado.
Não queres correr riscos,
Escuta o ditado:
Não ponhas o nariz onde não és chamado.
O fardo que eu herdo é árduo,
Desde novato, vês o ar nu do vate,
De sol a sol, nuvem no sovaco,
Dissolve o sal e não vence o vácuo.
Buli farto, buli farto,
De facto, foi a bula
Com que aboli o fardo
E bani o frete de ser um bonifrate,
Se der para a despesa,
Estou a borrifar-me.
Não há farinha para moleques,
Nem pão para malucos,
Quero resolver os truques desse complô,
Fazer acreditar os putos, quando for oca a fé
E tirar da porta do café quem vive lá como um bibelô.
O que o diploma da pluma dê pelo meio,
Onde a epidemia é o pé-de-meia,
Calúnia da colónia que clona o seio,
Aumenta o clã na coluna e percebe a ideia.
O input é o mesmo,
O ímpeto eu domei-o,
Enchem o saco como chibos,
E eu estou cheio.
Vim para partir feio,
Tira o freio,
Distingue a corte do resto do cortejo.

Refrão:
Vi muito burro
A entrar pela porta do cavalo,
Se não és rato de pé rapado
Fazem de ti gato-sapato.
Desculpa se eu parto a louça,
Eu quero tudo em pratos limpos,
Não estás apto,
Não compliques,
O tom perfeito é tão simples.