Letra
Via Norte
Toda a fauna e toda a flora
Do mundo de onde eu venho
Mistura-se em rebanho
Periferia afora
Desde tempos de antanho
Burguesia sai da toca
Camionista desemboca
À sua sorte
Na Via Norte
As donzelas vão a banhos
Refrear suores de Agosto
E os pinheiros dão de encosto
Às donas de outra sorte
Cada qual no seu posto
As donzelas vão com Deus
E as outras dizem adeus
À sua sorte
Na Via Norte
Se um pinheiro nasce torto
Outro morre em pé
(É como é)
Mas não maldigas a sina
Das nuvens de purpurina
Que acenam da paragem
Nem te orgulhes dos mergulhos
Do menino e a sua prima
Na piscina da estalagem
Não há sorte que endireite
Ou azar que entorte
Não há fraco ou forte
Na questão de vida ou morte
És donzela de soquete
Ou megera num corpete
Dentro duma camionete
É tudo questão de sorte
Qualquer meio de transporte
Te leva a qualquer hora
À Via Norte
Se um pinheiro nasce torto
Outro morre em pé
(É como é)
Do álbum Giesta (c) 2017 WMG Portugal
Letra e música: Miguel Araújo
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