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domingo, 29 de abril de 2018

Sérgio Godinho (ft. David Fonseca) - Balada da Rita


Letra

Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

Galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda)
palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
e a solidão, não erro
se ao chamá-la, o seu nome
me vai que nem uma luva

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada

E um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão

Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
mas é sempre a mesma história
depois do primeiro assombro
logo o corpo fica farto

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sérgio Godinho (ft. David Fonseca) - Balada da Rita


Letra

Disseram-me um dia, Rita põe-te em guarda
Aviso-te, a vida é dura, põe-te em guarda
Cerra os dois punhos e andou, põe-te em guarda
Eu disse adeus à desdita
E lancei mãos à aventura
E ainda aqui está quem falou

Galguei caminhos de ferro (põe-te em guarda)
Palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
Dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
E a solidão não erre
Se ao chamá-la o seu nome
Me vai que nem uma luva

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
Vivi com homens safados (põe-te em guarda)
Morei com homens de briga (põe-te em guarda)
Uns acabaram de maca
E outros ainda mais deitados

O coveiro que o diga
O coveiro que o diga
Quantas vezes se apoiou na enxada
E o coração que o conte
Quantas vezes já bateu p´ra nada

E um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
Eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
Entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
Mas quem tratou de me amar
Soube estancar o meu sangue
E soube erguer-me do chão

Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
Passaram-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
Encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
Mas é sempre a mesma história
Depois do primeiro assombro
Logo o corpo fica farto

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