Já disponível o single em formato digital “Mais Um Fado no Fado feat. Quarteto Pizzicato” dos Banho Maria
"Mais Um Fado no Fado" representa para osBanho Mariauma saudosa gratidão a uma voz do fado vadio a quem devem a inspiração do rearranjo deste tema.
O sentimento de perda está bem patente na expressão musical deste fado, de tal forma que se confunde o sentimento original de amor profundo, com a imensa saudade de quem parte muito antes do tempo.
O contributo do quarteto feminino de cordas, Pizzicato, é a base da tonalidade desta versão produzida por Nuno Roque.
Nova gera do rap, moleque compete para cheque no leque
Volta Chullage e traz o Valete!
Elite, não click, não feat, não kit na street
A transmitir aquilo que mais ninguém transmite
Palpite sentido, convite para eu ir, 'tas VIP
Rap é mais do que um bom refrão juntamente com um bom beat
Eu não herdei, lutei, tentei, ganhei
Pensei, sonhei e houve alturas que hesitei
Vacilei mas não parei, apreciei, estudei a lei
Sintonizei, meti no play o rádio velho que eu comprei
Eu estou ciente, conscientemente, loucura aparente
Espalhando a língua lusa de Itália ao Médio Oriente
Independente, diferente ou crente, com fé na vertente
Faço aquilo que ninguém fez com aquele rap que ninguém sente
[Refrão x2]
Bati no fundo, sim, calma um segundo
Ontem rimava no quarto, hoje nos palcos do mundo
E facundo, vagabundo, sim, calma um segundo
Respeito, amor e rap, coisas que nunca confundo
Vem com promessa, boa peça, não interessa, tanta pressa
Ainda tropeça, não stressa, boy, regressa
Fala, confessa, eu sou mais cabra do que a Vanessa
Tenho o meu produto à venda mas não vendo com conversa
Não sou tendência, nem sequer tenho aparência
Mas vivência, consciência, dando voz à minha essência
Excelência, experiência, dando voz à miha ausência
Sem ciência, paciência, transparência , persistência
Não sei, estás a sentir. Notei, estás a mentir
Tentei para conseguir. Ganhei a construir
A progredir e a cuspir, a evoluir sem competir
O que é meu ninguém me tira e o melhor estará para vir
Data agendada, mais uma elite ou na estrada
Sem agente, minha voz por mim mesmo agenciada
Sem fachada, a sério "broda", sem cunhas na caminhada
O teu pouco para mim é muito porque ontem não tinha nada
-REFRÃO-
Só rimas pouco originais, todos com cara de mau e com vidas ilegais
No rap a competir para ver quem vende mais
Iludindo a pitalhada para tocar em festivais
X2
Ainda sinto os arrepios, assobios e desafios
Pensamentos doentios, sombrios, levam desvios
Caguei nos elogios tardios, caguei nas views
Sem guita, sem nome, concertos vazios
Não compliques, não exites, não duvides
Fala amor ou bandidagem, ou se não faz uns bons feats
Deixa-te de palpites, não me irrites, tem limites
Trabalhar juntando guita, comprar beats, fazer clips
Vais duetar, a fazer o que eu não queria fazer
Preferia fazer rap, trabalhar sem receber
Enriquecer basta ceder, basta querer e concorrer
É rimar aquilo que bate para o teu som poder vender
Tu querias e merecias, sentias o que fazias
Mas rap com conteúdo só abrange as minorias
Ontem eram terapias, rimas e melodias
Hoje é música vazia feita para mentes vazias
-REFRÃO-
Só rimas pouco originais, todos com cara de mau e com vidas ilegais
No rap a competir para ver quem vende mais
Iludindo a pitalhada para tocar em festivais
Bandida
Ela vive de noite e perde-se de dia.
O caminho da Bandida é feito de muitas memórias, saudades, lamentos e raivas.
A Bandida, como um tigre, já não tem ilusões. Habita a crueza da realidade, crava garras nos artifícios, e rebenta todos os altares antigos. É má e orgulha-se disso.
Quando sobe ao palco para contar a sua história, a Bandidatraz uma arca cheia de contos e poemas. Traz a Canção que lhe dá o nome, traz o Lamento da Princesa Errante, traz a Cantiga da Loba da Noite, e muitas mais, com travo ao vinho e aos charutos que nunca bebeu nem fumou, mas que soube imaginar com maestria.
A Bandida não pede desculpa. Vai entrar pela vossa porta e instalar-se nos vossos corações. Agradeçam-lhe. Vai valer a pena.
Raivas, dores, doçuras e contradições numa voz que junta ao fado, e ao jazz, a garra do timbre mestiço para afirmar o ser mulher. Marta Dias e Carlos Barreto Xavier criaram doze canções em Português feitas para cantar com ternura, atrevimento e ousadia. Ah, Bandida.
Com o primeiro single “A Canção da Bandida” já a rodar na rádio e já disponível em todas as plataformas digitais (Apple Music, Spotify, iTunes, Google Play/YouTube, Amazon, Pandora, Deezer, Tidal, Napster, iHeartRadio, ClaroMusica, Saavn, MediaNet).
A partir de hoje dia 6 de Julho poderá encontrar o álbum numa loja perto de si!
As doze canções são fruto da parceria entre Marta Dias e Carlos Barreto Xavier e nasceu da composição, “Esse Meu Amor”, que integrou o “Best Of” da cantora.
Para acompanhar a voz de Marta Dias e o piano de Carlos Barreto Xavier, Bandida conta com a cumplicidade de Ruca Rebordão, nas percussões e de Yuri Daniel (baixo elétrico) cujo percurso musical é bem conhecido de todos e que acompanha Jan Garbarek em concerto.
Marta Dias, alia elementos urbanos, contemporâneos e telúricos, saberes e sabedorias, intuições bem pensadas, sensualidade em equilíbrio com contenção. YUE, é o seu álbum de estreia em 1997 de onde se destaca o single “Gritar”. Ao segundo disco encontrava-se AQUI (1999), mas já projetava pontes improváveis de “Ossobó” a “Quase Fado”. Foi com o fado que Marta Dias correu mais mundo, cedendo-lhe o timbre mestiço e o jeito jazzy que guardou da escola do Hot Club de Portugal.
Carlos Barreto Xavier nasceu em Goa, Índia. Compositor, teclista e produtor musical, tem uma vasta obra editada e desenvolve intensa atividade artística (Anjos, António Chainho, Delfins, Hands on Aproach, João da Ilha, Jorge Roque, Katia Guerreiro, Marta Dias, Radiophone, Ritual Tejo, Santos e Pecadores e Passione). Desenvolve trabalho solidário e investiga as relações entre a música e a educação no ensino básico, tal como a inclusão social pelas artes.
Bandida / Alinhamento
Marta Dias e Carlos Barreto Xavier
A canção da bandida (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Esse meu amor (Letra: Marta Dias/Música: Carlos B. Xavier)
O lugar do amor (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Lamento da princesa errante (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Não sei que seja (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Fado luz e sombra (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Cantiga da loba da noite (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Meu bem (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Talvez amar (Letra: Marta Dias/Música: Carlos B. Xavier)
À porta (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Amor é fogo que arde sem se ver (Letra: Luís Vaz de Camões/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Mais tarde (Letra: Marta Dias/Música: Marta Dias e Carlos B. Xavier)
Vou-te contar a minha história notória na trajetória
O porquê de eu estar aqui nos caminhos desta vitória
Aleatória, safoda se é provisória
Porque eu sempre usei as rimas em forma de escapatória, sim
Aprendi a fugir à vida com o poder e a magia das rimas numa batida
Sem saber se era sentida, por vezes nem era lida
Desde puto tenho a imagem de uma mulher reprimida, Mãe
Passado foi duro, nós sabemos bem que sem
Toda essa beleza que a vida contém
Ninguém olhava ao fracasso que eu era refém
E a nossa nova esperança a cada novo mês que vem
Resultado passado fechado no bairro negado
Diziam que iria ser mais um bandido ou drogado
Eu fui apanhado a roubar num esquema mal encenado
Chamada do hospital "o seu filho foi esfaqueado"
x2
Sorry mama, tu não merecias eu sei
Missão de filho foi-me dada e eu assumo, falhei
Mas acredita, vou buscar aquilo que eu ontem deixei
Posso morrer, não conseguir, mas acredita, tentei
Eu tentei, mas nada fiz para a nossa vida mudar
Despensa cheia, sim comida vem do Banco Alimentar
Eu vivo com essa dor, a fraqueza no teu olhar
Limpeza 400 euros, 15 horas a trabalhar
Mama, ontem na lama miséria na vida o drama
Tudo me sobe à cabeça quando me deito na cama
Por grana guardava a grama
Por guita, a rua me chama
E eu puto, ligado ao tráfico
Quase que vi a cana, sim
Naquela fria madrugada
A bófia abriu-me a janela, pois já sabia a jogada
Estava estudada, pensada
O andar, a hora e morada marcada
Mas naquele dia já não lá tava nada
Fezada? Foi sorte a minha sim
Mas algo se avizinha
Pois a guita sabe bem mas tou a pisar a linha
Eu com 15, mais um puto que a rua desencaminha
16, comprava os ténis mais caros que a loja tinha
Dias iguais incombatíveis com os meus ideais
Onde é que vais, pois o rap já não dá para mais
Trabalhos na padaria, vender bifanas no Cais
Passa um ano e aqui estou, nas promessas nacionais
"Deixa o rap" já dizia a professora de Inglês
E hoje faço em minutos o que ela ganha num mês
Não há duas sem três, tu vês o que a vida fez
Hoje a dica é fazer história no hip-hop português
ou should give it a try
Memories still linger on the mind
You better listen
Since you’re not so sure
I’m gonna take my time and prove you wrong
Let’s make this clear
The sunrise blinds our expectations
Wicked situations tearing us apart
We gotta tell the world
Bring it all down
Love’s the only weapon we should know
We gotta tell the world tomorrow
We will bring it all down
Love’s the only weapon we should know
Will we ever know why
This broken kingdom dares to fall apart
With all the hatred
I’m not so sure
I believe in us creating a new door or are we fated
Sunrise
Expectations
Situations
Tearing us apart
Music: Rui Saraiva/H. Matos
Lyrics: Zé Bicho
21 DE JULHO . SÁBADO 22h00: ESPETÁCULO DE INAUGURAÇÃO “HIGH SPIRIT SWING” 22h30: GRANDE FILARMÓNICA SETÚBAL
22 DE JULHO . DOMINGO 22h00: MATIAS DAMÁSIO
23 DE JULHO . SEGUNDA-FEIRA 22h00: BONGA
24 DE JULHO . TERÇA-FEIRA 22h00: VENCEDORES DO 10º CONCURSO DE FADO DE SETÚBAL 1º Classificado – Catarina Ferreira Prémio do Público – Sara Coito Melhor Fadista do Concelho – Carolina Mendes 23h00: RICARDO RIBEIRO
25 DE JULHO . QUARTA-FEIRA 22h00: RICHIE CAMPBELL
26 DE JULHO . QUINTA-FEIRA 22h00: PELTZER 23h00: MÃO MORTA
27 DE JULHO . SEXTA-FEIRA 22h00: BELA GIZELA 23h00: MARTA REN
28 DE JULHO . SÁBADO 22h00: ALDO LIMA 23H00: CORDEL DO FOGO ENCANTADO
29 DE JULHO . DOMINGO 22h00: UNIÃO DAS TRIBOS 23h00: T4X1 (Ex-TAXI)
30 DE JULHO . SEGUNDA-FEIRA 22h00: EMANUEL
31 DE JULHO . TERÇA-FEIRA 22h00: GISELA JOÃO
1 DE AGOSTO . QUARTA-FEIRA 22h00: CLARABOIA 23h00: D.A.M.A
2 DE AGOSTO . QUINTA-FEIRA 22h00: FERNANDO DANIEL
3 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA 22h00: FONZIE
4 DE AGOSTO . SÁBADO 21h30: BEATCREW / HIP HOP 22h00: JK 23h00: VALAS
De 9 a 12 de agosto, o BONS SONS está de volta a Cem Soldos, em Tomar, com mais de 45 concertos, em oito palcos distribuídos por vários locais da aldeia, e nomes como Linda Martini, Dead Combo, Slow J, PAUS, Sara Tavares, Salvador Sobral, Lena d'Água e Primeira Dama, entre muitos outros. Mas não só. O festival convida o público a viver a aldeia em família e, para isso, além dos concertos e das atividades paralelas, o BONS SONS apresenta um conjunto de atividades para os festivaleiros de palmo e meio e é sempre bom referir que crianças até aos 11 anos têm entrada gratuita no recinto.
No BONS SONS, as manhãs são dedicadas aos mais novos e às suas famílias, com uma programação específica, em parceria com as escolas de música do concelho, Canto Firme e Gualdim Pais. Em duas sessões diárias, uma às 10:00 e outra às 11:00, o Armazém recebe as crianças, acompanhadas dos pais, para darem os primeiros passos na procura de bons sons.
Também os Jogos do Hélder regressam, este ano, com mais jogos e um circuito refrescante pelas ruas da aldeia. Feitos de materiais tão simples como madeira ou corda, estes jogos de inspiração medieval utilizam apenas a energia mais acessível do mundo: a humana.
Já o Burro Mirandês é a estrela principal do Curral e estará disponível para passeios, a diferentes ritmos, adequados aos mais novos e aos mais velhos. Nas “aulas do burro” é possível interagir com estes simpáticos animais de raça protegida e ficar a saber mais sobre as suas características, hábitos, e a sua forma de pensar e agir.
Por tradição, a aldeia está ligada a histórias e os monstros há muito que povoam os medos populares. O que seria dos monstros (e dos medos) se um dia ficassem sem lugares onde assombrar? É o mote para quatro peças de teatro para assistir em família. Da tradição portuguesa para as ruas das povoações, as criaturas que assombraram os nossos avós encontram agora problemas que nunca imaginaram enfrentar: um mundo poluído tão inóspito que nem os monstros é capaz de acolher. Esta atividade estende-se numa oficina de expressão plástica sobre a temática das Criaturas do Bestiário Tradicional Português.
Por sua vez, o Festival de Bandas Imaginárias vai programar um Palco pra Bandas Imaginárias no BONS SONS um conjunto de textos e ilustrações, da autoria de Johnny Almeida e Cat Serafim, respetivamente, que estarão em exposição durante o festival. Estes materiais servem também de base para duas oficinas: uma de escrita e outra de ilustração em que o objetivo é trabalhar com os participantes para que estes possam, através de dinâmicas descontraídas, construir as suas próprias bandas imaginárias.
Todas as atividades requerem inscrição obrigatória e têm um número limitado de participantes.
À semelhança dos anos anteriores, o Espaço Criança é um serviço de apoio à família e conta com algumas atividades diárias com jogos, trabalhos manuais, brincadeiras, ginástica, entre outros. Este local tem também disponível uma zona de fraldário, um serviço de babysittig e de aluguer de auriculares infantis.
Durante os quatro dias do BONS SONS, as ruas do centro de Cem Soldos dão lugar à Feira de Marroquinarias com artigos de artesãos e alfarrabistas nacionais e produtos para todos os gostos.
Igualmente a pensar nas famílias, alguns espaços do recinto foram reforçados e surgem com uma nova cara. A zona da restauração, por exemplo, regressa aumentada para atender às exigências de toda a família, com mais diversidade e espaços mais amplos. Também a área do campismo foi reforçada e oferece alternativas ao campismo tradicional, com tendas já montadas no recinto disponíveis em vários tamanhos, conforme o número de pessoas.
9—12 AGOSTO
BURROS DE MIRANDA
CURRAL
11:00–20:00
O Burro de Miranda teve, durante muito tempo, um enorme valor e utilidade como animal de apoio aos trabalhos agrícolas. Atualmente, devido aos avanços da tecnologia e ao êxodo rural, é importante encontrar outras formas de garantir a conservação deste simpático animal. No BONS SONS, o Burro Mirandês vai estar disponível para passeios, em diferentes ritmos, para crianças e adultos, promovendo o contacto com a espécie. Além disso, a Aula do Burro vai dar a conhecer as características e hábitos da raça, bem como promover os valores culturais e naturais do Planalto Mirandês.
JOGOS DO HÉLDER
LARGO DO ROSSIO E RUAS DA ALDEIA
11:00–20:00
Este ano, os Jogos do Hélder regressam com mais jogos e um circuito refrescante, com água, pela aldeia. Feitos de materiais tão simples como madeira ou corda, os Jogos do Hélder usam apenas a energia mais acessível do mundo: a humana. Os jogos, muitos de inspiração medieval, são construídos pelo próprio Hélder, e famosos por terem a notável capacidade de divertir o público de todas as idades.
PALCO PRA BANDAS IMAGINÁRIAS
SEDE DO SCOCS
11:00–20:00
O Festival de Bandas Imaginárias é um conjunto de textos e ilustrações sobre música que queremos expor. É como se juntássemos as nossas influências musicais numa centrifugadora e de lá saíssem estas bandas imaginárias, cada uma com características muito próprias, algo excêntricas e incomuns.
MÚSICA PARA CRIANÇAS
ARMAZÉM
10:00, 11:00
Lotação: 15 crianças (dos 0 aos 6 anos)
As manhãs do BONS SONS são dedicadas aos mais novos e às suas famílias, com programação específica, em parceria com as escolas de música do concelho. Disponível em duas sessões, uma às 10:00 e outra às 11:00, o Armazém recebe as crianças até aos 6 anos acompanhadas dos pais para darem os primeiros passos na procura de bons sons.
BESTIÁRIO À SOLTA
QUINTAL DO POÇO
11:00, 15:00, 18:00, 21:00
Lotação: 20 participantes
“Não haverá nunca distância suficiente entre nós e os monstros que nos habitam.” Os monstros povoam os nossos medos e habitam os espaços onde tradicionalmente os pavores se escondem. O que seria dos monstros (e dos medos) se um dia ficassem sem lugares onde assombrar? Se a Maria Gancha tivesse de fugir do seu poço envenenado, se as Moiras Encantadas vissem incendiados os seus montes sem que os seus encantamentos fossem quebrados, se o habitat dos Tardos e Lobisomens estivesse tão poluído que não pudessem correr o seu fado por essas madrugadas fora? Do Bestiário Tradicional Português para as ruas das nossas povoações, as criaturas que assombraram os nossos avós encontram agora problemas que nunca imaginaram enfrentar: um mundo poluído tão inóspito que nem os monstros é capaz de acolher. 4 peças, 4 intérpretes, todos os monstros da nossa tradição.
OFICINA CRIATURAS DO BESTIÁRIO PORTUGUÊS
ARMAZÉM
16:00
Lotação: 15 crianças (dos 7 aos 12 anos, crianças com idades inferiores apenas acompanhadas por adultos)
Oficina de expressão plástica sobre a temática das Criaturas do Bestiário Tradicional Português. Para que serviam estas criaturas? Que medos ou perigos estão associados a elas?
OFICINAS PALCO PRA BANDAS IMAGINÁRIAS
SEDE DO SCOCS
14:00, 18:00
Lotação: 10 participantes
Os textos e as ilustrações do Festival de Bandas Imaginárias, da autoria de Johnny Almeida e Cat Serafim respetivamente, servem de base para duas oficinas: uma de escrita (Como criar bandas imaginárias?, às 14:00) e outra de ilustração (Como ilustrar bandas Imaginárias?, às 18:00) em que o objetivo é trabalhar com os festivaleiros para que eles possam, através de dinâmicas descontraídas, construir as suas próprias bandas imaginárias.
FEIRA DE MARROQUINARIAS
CEM SOLDOS
11:00–22:00
A Feira de Marroquinarias e Artesanato espalha-se pelas ruas do centro de Cem Soldos, mostrando artigos de vários artesãos e alfarrabistas nacionais. Consegue-se assim contaminar e colorir a aldeia com objectos tradicionais e diversos trabalhos de Novo Artesanato.
Querias a prova dos nove
Tirei-te a prova de quatro
Tu deixa ir lá fora
Chove, ficamos pelo meu quarto
Eu e tu, tu e eu
Isso eu não me farto
Mete a cabeça para cima que eu sinto o teu cheiro
Eu e tu, tu e eu
Dentro do buraco
Vais ver um lado meu um pouco mais rafeiro
Quero-te fora do salto
Tira-me essa roupa
Falas que eu sou louco e eu sei que adoras
Dizes "Puxa-me os cabelos e cospe-me a boca
Hoje é tudo meu, não quero saber das horas"
Mas são um quarto para as seis
Lá vem a tal dica de um quarto para os dois
Se dou-te o toque, tu vens
Se é para ir, eu vou agora, não quero saber do depois
Nós e os nossos serões, é
Vejo a tinta do teu corpo mesmo estando tudo escuro
E ambos temos razões
Para moldarmos o passado e pensarmos no futuro
O teu mundo, uma volta
Juntos damos a volta ao mundo
Vou ao fundo do teu corpo
É nele que eu me afundo
Vais ao fundo do meu corpo
É nele que mergulhas
Somos a bela e o vagabundo
E debaixo do lençol é contigo que eu me escondo
É contigo que eu me fundo
Fazemos magia
Nós é tronco com tronco
É corpo com corpo
Ambos ficamos loucos, é loucura em sintonia
Eu agarro no pescoço, a tua pele arrepia
Entras no meu jogo
E a regra é não há "não's"
Vês-te a revirar os olhos, a contorcer o corpo
Entrelaçar as mãos
[Refrão]
Porque contigo tudo é fantasia
Dizes que eu sou tudo aquilo que querias
E quando m'olhas nos olhos
Eu sou teu reflexo
Dou a volta ao mundo só por mais um dia
Faz-me sentir aquilo que eu sentia
Porque quando eu te vejo
Eu só penso em sexo
Porque contigo tudo é fantasia
Dizes que eu sou tudo aquilo que querias
E quando m'olhas nos olhos
Eu sou teu reflexo
Dou a volta ao mundo só por mais um dia
Faz-me sentir aquilo que eu sentia
Porque quando eu te vejo
Eu só penso em sexo
[Bridge]
Boneca, eu fico sossegado num canto
Enquanto canto para ti
Eu vejo luz (hey)
Bandida, tu és um pecado para mim
É o tal pecado de ti
Que me seduz
Boneca, eu fico sossegado num canto
Enquanto canto para ti
Eu vejo luz (hey)
Bandida, tu és um pecado para mim
É o tal pecado de ti
Que me seduz
[Refrão]
Porque contigo tudo é fantasia
Dizes que eu sou tudo aquilo que querias
E quando m'olhas nos olhos
Eu sou teu reflexo
Dou a volta ao mundo só por mais um dia
Faz-me sentir aquilo que eu sentia
Porque quando eu te vejo
Eu só penso em sexo
Porque contigo tudo é fantasia
Dizes que eu sou tudo aquilo que querias
E quando m'olhas nos olhos
Eu sou teu reflexo
Dou a volta ao mundo só por mais um dia
Faz-me sentir aquilo que eu sentia
Porque quando eu te vejo
Eu só penso em sexo
Com o movimento Tropicália no centro da programação, o 28º Tom de Festa está a começar.
Hoje, às 21:00, Sérgio Mota sobe ao Palco Jardim com as suas canções que cruzam a origem mineira do músico com as sonoridades da música africana. Uma das cantoras que está a mudar o panorama da música brasileira, Maíra Baldaia, abre a noite no Auditório ao Ar Livre (22:00), seguida por Wado (23:30), que vem estrear em Tondela o seu mais recente disco, Precariado. No palco do Pátio, pelas 00:30, teremos a mistura sonora da Swingueira, cruzando o forró, a MPB, o samba e o reggae. E a fechar a noite, no Pátio, o DJ Gyl dará música aos mais afoitos da pista de dança.
No sábado, a noite começa no Palco Jardim, às 21:00, com a Roda de Choro de Lisboa, que volta a actuar às 23:00. No Auditório ao Ar Livre, às 22:00, Octávio Cardozzo chega de Minas Gerais com um repertório que cruza a tradição da MPB e a vontade de inovar linguagens musicais. Segue-se, às 23:30, a actuação de CYZ, cantora e compositora de Olinda que trará a Tondela uma “mistura fina” onde se encontram o forró, o maracatú, o carimbó e o que mais couber no seu som eletrizante. A festa muda-se depois para o Pátio para escutar o mineiro Guilherme Ventura (00:30) com as canções do seu primeiro álbum, Dois Lados. A fechar a noite e o Tom de Festa, Franklin Soares Monteiro, de Angra dos Reis, ocupa o Pátio a partir das 01:30 com O Gringo Sou Eu.
Quem já esteve no Tom de Festa, terá visto Drika Prates entre tintas e pincéis, trabalhando numa composição visual na parede junto ao Auditório ao Ar Livre. A artista visual brasileira é uma das convidadas deste festival, para o qual está a criar um mural dedicado ao movimento Tropicália, cujos 50 anos celebramos. O mural está a ser criado ao longo destes dias e estará concluído amanhã, no final da noite, permanecendo depois na ACERT como marca forte desta 28ª edição do Tom de Festa.
A programação musical começa às 21:00, mas as portas do Tom de Festa abrem às 19:00. Como sempre, haverá boa comida, bebida e espaços de convívio. E porque o Brasil está no centro da programação deste ano, haverá comida brasileira de várias geografias desse imenso país e não faltarão as caipirinhas e o chope gelado.